09 setembro 2013

Nem toda história de livro é tão bom ou bonito quanto a capa.

Era de uma beleza descabível a qualquer  padrão.
Lembro-me da primeira vez que o vi, e quando o revejo relembro, também, da reação mais escabrosa, estranha e medonha que eu já tive. Chorei. Chorei de felicidade. E gargalhei. Fazia os dois ao mesmo tempo: chorava e gargalhava, ou chorava de tanto gargalhar?
Depois do almoço, e antes de voltar ao escritório, eu fazia uma pausa para o meu cigarro, como é de costume. Um dia então, o avistei pelas câmeras de segurança do condomínio, enquanto ele descia de elevador. Observei, analisei e encarei o máximo que pude depois que ele saiu do elevador, e descobri nele o cheiro mais desolador do mundo, um cheiro de maldade, com doçura, falta de proteção e abandono. Vi que ele tinha os olhos tristes como o de uma criança que vende bala no transito em dia de chuva. Me encabulei com tamanha falta de ar que ele me causou.
Algumas semanas depois recebi um convite para almoçarmos juntos. O porteiro havia me informado, que conforme o “patrão” mandou, caso eu aceitasse, que esperasse ele meio dia na porta do prédio. E segui todas as instruções, passo a passo, como “mandará”.
Ele não me contou nada sobre si. Apenas perguntava. E eu, como uma mulher submissa e indefesa só respondia. Ele era tão divertido e encantador, que até a mais “máscula” de todas as mulheres, se renderia ao seu charme sobrenatural.  Veio então, ao final do almoço agradabilíssimo, o convite para jantarmos juntos na sexta-feira , e que sairíamos do serviço direto para o local.
Então, chegou sexta-feira.
Onde ele passava não me deixava duvidas do quanto era bonito. Passeava entre as mesas jogando o seu charme pra quem quer que olhasse. Até a mais senhora, que estava posta a 2 mesas a nossa direita, esteve boquiaberta durante todo o jantar com os seus familiares.
No final do jantar disse a ele que tomaria um taxi, mas como o cavalheirismo era o seu forte, não me deixou tomar tal atitude prometendo me deixar em casa sã e salva.
No meio do caminho, percebi que ele estava tomando um caminho estranho e oposto ao que nos levaria até a minha casa, mas deixei que ele decidisse, porque o que mais queria no momento era que ele me levasse embora daquele mundo e me fizesse chegar bem perto do céu a noite inteira.
Ele estacionou o carro no meio de um matagal, e me disse que pegaríamos uma trilha, que poderíamos aproveitar a luz da lua que estava forte e iluminando bem o caminho. Topei.
Paramos em cima de uma pedra, e víamos somente arvores, e a lua. Era a coisa mais romântica que eu já tinha visto. Parecia cena de filme. E filme dos bons. Então, ele se abriu. Como uma flor mesmo. De repente. E chorou. Me dizia com riqueza de detalhes o quanto sofreu com o pai que era alcoólatra. O quanto foi difícil aceitar o casamento de sua mãe com seu padrasto. E que ele, com 32 anos, já era viúvo.
Me encantei com a sinceridade de suas palavras, e da facilidade com que ele me dizia sobre a sua vida. Emprestei meu colo para suas lagrimas, e os meus ouvidos para sua lamuria. Me apaixonei. E então entendi que a vida não era justa com a sua beleza, e que, o que o fazia lindo era toda as suas rugas de tristeza e decepção.
Nos afastamos depois disso. Agora são apenas “oi” no corredor da portaria.
Depois dessa noite cheia de remições,  entendi que lhe dar com a beleza extraordinária dele seria de mais para o meu coraçãozinho, e sua carência, de mais pra minha paciência, mas não deixei de perder o ar ao vê-lo passar.

21 agosto 2013

de dentro

Ela era a verdade nua e crua, porém, tão crua, que confundida com crueldade, feriu quem não devia. Ou deveria?
Queria ser livre. Sentiu desejo de verdade. Arriscou. Ao contrário do que pensou, ao invés de correntes, vieram as más linguas, e o olhos tampados.
As feridas inflamadas, latejantes, que viviam em carne viva, se expeliam da sua alma pela boca, dedos, coração. Escreveu. Pensou. Gritou. Ninguém ouviu. Todo som era abafado pelo barulho de evolução da cidade.
Ela não era só raiva. Não. Ela gostava também de sentir o gosto doce da alegria. E sentia. Em todo o momento. Sempre estava feliz. Achava que era invisível. Sabia das infinidades do mundo e traçava metas para futuras descobertas. Ela se expôs. Ninguém enxergou.
Descobriu como ser livre. Ignorou as más linguas e envenenou a própria. Abusou do soro da verdade, que mais tarde descobriu, era a transparência da sua alma. Magoas. Independente. Ela aprendeu a viver. Leve. Ela vivia leve. Tinha que tomar cuidado para não voar.
Missão cumprida.
E morreu.
Feliz!

20 agosto 2013

É mal de Rafael.



Ele era tão lindo quanto aqueles galãs de novela. Alguém que parecia impossível pra mim. Tinha os olhos verdes, o cabelo cor tipo “caiçara”, embora seus fios fossem como seda, e me fazia suspirar toda vez que usava uma jaqueta sem mangas azul e sua calça bege.
Os seus dentes  me lembravam comercial de pasta de dente. Um branco incrível e difícil de acreditar que existisse além das imagens que passam na televisão, e propaganda de consultório odontológico.
Ele trabalhava no mesmo grupo de funcionários que eu. Era arquiteto, enquanto eu, uma simples e humilde auxiliar do administrativo.
Foi na parte da manhã, na cozinha, o primeiro contato.
“Oi”, ele disse. Eu emudeci, corei. Ele, só sorrisos. Acho que percebeu meu nervosismo.
Desde então, todas as vezes que me encontro sozinha na cozinha, por muito tempo, sempre vem ele, com sua xicarazinha pegar o seu café, e faz tudo no sigilo. Não se ouve seus passos no corredor, e quando notam sua falta, ele aparece de volta, com sua xicarazinha em punho, cheio do seu café amargo, e aquele sorriso de quem nunca apronta nada.
Os dias se seguiam. Ele entrava na cozinha, eu fugia. Ele olhava, eu encarava. Ele era cordial, e eu chorava de tanta lindeza num homem só.
Apaixonei.
Mas desapaixonei no mesmo instante em que o famoso ‘Jão’ (paquera da “hora do cigarro” a mais ou menos 1 ano, primeiro olhar, primeiro sorriso, português, lindo e com bom gosto musical) voltou de suas férias.
Ficou esquecido.
Era só mais um L-impossível (mistura de lindo com impossível).
Vivemos felizes para sempre.

15 agosto 2013

A cor de um dia cinza

Era um dia avulso ao meu gosto.
Havia amanhecido frio (me fazendo modificar todo o look “ideal” que havia imaginado durante horas na noite anterior), e o trafego (humano e automóveis)nas ruas estava a ponto de quase um caos, e tudo o que eu mais queria era só estar do lado de dentro da estação do metrô, me livrando de todo aquele calor sob-humano, e aquela chuva acompanhada de vento forte e gelado. Enfim, cheguei ao destino: Estação Parada Inglesa, linha azul do metrô.
O relógio da estação marcava 9:45am e eu estava absurdamente atrasada, o que fazia com que meu humor tivesse colapsos de felicidade (por pelo menos ter dormido alguns minutos a mais no ônibus), e tristeza por ter que enfrentar a cara feia das pessoas que trabalham no mesmo ambiente que eu.
Fiz uma pequena pausa para entender o que acontecia e o porque do metrô estar daquela forma. Sentei próxima ao elevador da estação, e retirei para fora da bolsa o meu bloco de anotações tomando algumas notas sobre as pessoas ao meu redor. Levantei depois de 15 minutos, e criei coragem. Eu ainda tinha que trabalhar.
Entre muitas cabeças, empurrões e reclamação, consegui enxergar – por cima dos meus óculos escuros – o seu brilhante, branco e doce sorriso. E vi também que ele sorria para mim. Assim, como se soubesse que eu estava imóvel  pelo feitiço do seu sorriso, ou pelos teus olhos – que mais tarde descobri que eram feitos do verde mais lindo que eu já havia visto – que me faziam enrubescer.
Achei então que havia encontrado o motivo exato pra fazer o sol do meu dia nascer, pra ver flores onde só havia lixo, e não me incomodar com o mau humor alheio. E foi ai que me veio a maior de todas as surpresas. No empurra-empurra de pessoas querendo entrar, e outras sair do vagão, ficamos juntos. Colados. Ele estava bem ali, na minha frente, exalando o seu feitiço a cada vez que tinha que mexer algum membro, enquanto eu me entorpecia com o mais afrodisíaco dos perfumes que vinha do seu paletó.
Descobri suas mãos procurando as minhas. E entre milhares de corpos apertados, lhe estendi a minha. Nunca havia sentido tanta delicadeza em um simples toque. Ficamos assim por uns 5 minutos, e foi quando ele largou a minha mão, deixando um papel. Era um bilhete, e dizia: “Me liga. Quero conhecer você e saber o que você tanto escreve em seu bloco de anotações. Meu nome é Andre. Fone: 9-9999-9999”. Derreti.
Quando pude me dar conta novamente, ele já havia tomado uma distância considerável, e se preparava para descer na próxima estação. Como se tudo fosse combinado: ele ia embora, e a musica tema da nossa relação se iniciava. "Ela partiu, e nunca mais voltou". Tim Maia.
Me senti vazia até a minha estação de desembarque. Foi quando tive a mais genial de todas as minhas ideias: tirei uma foto de um trecho do que escrevia em meu bloco de anotações, e enviei via WhatsApp. Certo!
Recebi a resposta da foto enquanto almoçava. Dizia: "Você esconde mais segredos do que eu imaginei, e também tem o poder de descobrir tudo o que as pessoas pensam. Deixa eu te ajudar a desvendar esse mundo louco."
Duas semanas depois, não trocávamos mais mensagens. Ele me prometeu que enviaria todo dia uma foto do seu sorriso para que os meus dias amanheçam sorrindo.


(...)



Hoje, como um ritual, acordei, e com a foto dos mais lindos dos sorrisos me desejando um ótimo dia. 

09 agosto 2013

Sonha teu sonho de criança.
Sonha como se o tempo passasse,
mas não houvesse mudança.
Sonha comigo o teu sonho mais bonito.
Sonha pra fazer ser possível.

03 agosto 2013

sobre o azul do seu céu





Ele disse: "Que seja eterno enquanto dure."
Eu respondi: "Amém."
E fechei os olhos pra eternizar cada momento.

28 julho 2013

entre um trago e outro




Para desanuviar a mente, deixo o tempo presente para pensar num outro tempo.

Para anuviar a ideia, deixo parar o mundo e vou mais profundo no universo restante.



22 julho 2013

Ela era inconstante, pessimista, trocava a noite pelo dia, fumava horrores, se alimentava mal, não praticava nenhum exercício e era afeita às maravilhosas sensações advindas do consumo de substâncias químicas ilícitas. Era desapegada a qualquer coisa que pudesse mantê-lá em órbita, odiava rotina, odiava horários e, acima de tudo, odiava que esperassem algo dela. E, caso esperassem, que dissessem a ela o que esperava. Odiava ser cobrada e era incapaz de se doar ao que quer que fosse. Sua alma se sentia perfeitamente confortável desde que experimentasse o gosto da clandestinidade e da marginalidade social, não no sentido de cometer crimes, mas de estar à margem de tudo o que fosse considerado "bacana" ou hype. Era taciturna, solitária e viciada em maconha, nicotina e cafeína. Tinha muita insônia, se recusava a fazer terapia ou qualquer tratamento comprovadamente eficiente e chegava mesmo a parecer que gostava de não "funcionar" do mesmo modo que a média da população.

(Texto escrito a pedido da psicóloga Dra. Maria Helena, para reflexão na 4ª consulta)

14 junho 2013

Inacabado.

E a gente ta aqui, se esforçando pra dar certo, torcendo pra ser lindo como era no começo, e nem se foi tanto tempo assim desde o inicio.
Nos perdemos por alguma esquina, e não sinto vontade de nos encontrarmos novamente. Quero deixar naquela esquina, pro tempo levar.
O cansaço da relação, a vontade de não se ver mais. Deixar viver, deixar ser livre.
Sinto saudade da saudade de te ver, e reencontrar. Dos beijos e dos abraços. Da vontade de ser nós... Porque sou eu, e Deus. E só....

03 junho 2013

de ultima hora.

Senta aqui. Deixa eu te contar a historia triste da minha vida.
Nunca fui santa. Sempre me rebelei por nunca ter o que queria.
Tinha uma vida boa, com pais bons o suficiente pra me fazer ser diferente.
Tive desilusões desde os 4 anos de idade.
Lembro do meu pai que judiava da minha mãe e da minha irmã mais velha, e por esses motivos, nunca tive confiança em ninguém.
Nao vou justificar meus erros atuais com o passado, mas a vida não é facil pra ninguém, e nas minhas condições, não é facil pra eu tbm.
Vivi no meio de horrores, cenas de uma familia destruida, mas que mostrava aos de fora, o exemplo da familia perfeita.
Voce sabe o que se passa na minha cabeça? Nem eu mesma me entendo.
Dias ruins misturados com dias bons. Nunca vivi um inferno assim.
Antes a saudade de um amor perdido, do que nunca ter vivido um grande amor.
Ouvi isso de um grande poeta, e desde então, me jogo sem medo em toda e qualquer relação que me pareça segura.
Segurança que não encontrei no seio da minha propria familia.
Pode ser carencia excessiva, ou só loucura mesmo.
Desculpa ter te envolvido na grande e confusa merda que é meu dia a dia, mas quando dei por mim, eu propria ja estava engasgada com tudo isso.
Não foi falta de descuido. Eu quis assim: que a merda explodisse e que sem maiores explicações, você pudesse me entender como bem quisesse.
Aprendi que o julgamento de cada um é eles por eles. Não me importa a opinião de um, de dois ou de três.
Um pouco tarde, já não há mais conselhos que me mudem, ou que me façam ir por outros caminhos.
Sou assim, queira bem ou não.
O seu mal não me afundará mais.
Então que fique assim: você ai, eu aqui.
Assim como foi com os outros, e assim será com os que virão.
Sem mais delongas, que voce possa um dia me perdoar pelo mal que lhe causei, e que guarde pra si, os momentos bons.


15 maio 2013

Um novo trago.


Há tempos não escrevo, não me vejo, não me acho.
E assim como um trago, vou acompanhando o definhar do mesmo em um suspiro profundo.
Ouço em alto e bom som o barulho do seu corpo queimando, a cada tragada e a cada olhar, o sabor amargo que ele deixa na minha boca.
E o cheiro ruim, que mesmo sendo ruim, não me impede a acender o próximo cigarro, e assistir de camarote o teu fim. Como um espetáculo que se repete sempre!
Ali na minha frente, bem debaixo do meu nariz.

28 abril 2013

Baseado em uma madrugada feliz

Um curta enreda à outro curta, que juntos formam o longa metragem da vida. Sem diretor para colocar ordem e, mesmo assim, as ações encaixam-se de uma forma perfeita, colorindo tudo ao seu redor com fotografias lindas e muitas das vezes tristes. As lágrimas tendo seu papel quase principal, mas nunca conseguem brilhar mais que a felicidade que emana do amor singelo. A improvisação acomete a fala: doce, delicada porém demasiada cheia de firulas e essas bobagens que chamamos de sentimentos... Afinal, o tempo para se amar é pouco, mas as possibilidades de se aproveitar a vida são infinitas enquanto ela durar. 

21 maio 2012

THE TIME..

O tempo é a unica coisa que nao pode ser substituida. Dinheiro vai e vem, saude vai e vem, sentimentos vao e vem, mas o tempo, o tempo só vai... O tempo nao espera por ninguem, nao perdoa, ensina mas é serevo, a cada dia a mais pra voce, na verdade é um dia a menos também. 
Pedir tempo pra alguem significa pedir a unica coisa na vida que ela nao terá de volta. É extremamente egoista pedir pra uma pessoa parar a vida por vaidade, e vice versa. O hoje é o hoje, unico e impar. Devemos respeitar nosso tempo, porque fazendo assim, respeitaremos a ordem natural da vida. O tempo nos traz experiencias em fios de cabelos brancos e expressoes faciais. Nos traz a vivencia em memorias e lembranças. E nos traz do fim da vida. 
O tempo nao se corrompe. Por nada e nem ninguem. Nao peça pra ninguem parar a vida. Nao pare a vida por ninguem. Afinal o tempo é rei, e o que tiver que ser.. será!

21 abril 2012

Será esse o amor verdadeiro?

Eu lembrei de nós e de tudo o que aconteceu em 3 semanas. Sim, 3 semanas foram o suficiente pra me fazer sentir saudade pela eternidade. E o hoje faz parte da eternidade. Já se foram 1 ano quase, mas a sua voz rouca ainda ta aqui ecoando, e os beijinhos, e a risadinha com qualquer merdinha que qualquer pessoa falasse, e eu corro e pego uma caneta, um bloco de anotações - com o maior desespero porque não quero perder esse momento de relembrar -, pego também um fone de ouvido, e meu ipod, e do play naquela playlist que um dia nós montamos juntos para poder ouvir, e junto fico dando play e replay também nas lembranças. E quando ninguém espera o olho aperta, a lagrima cai e o sorriso brota. Sim, o sorriso mais espontâneo e mais sincero e feliz que eu posso mostrar, e também me surge aquela vontade de dar aquela gargalhada super gostosa que eu raramento solto, e tudo isso porque embora eu quase não te veja - e das ultimas lembranças, só consigo me lembrar do seu cabelo cortado como eu gostava e da sua aliança enorme no dedo, e aquele olhar pra mim, que eu fingi nem perceber -, e eu saiba que você esta com outra, eu sei que você esta sendo feliz. Isso mesmo. Sou feliz por saber que você é feliz. E era isso o que eu queria pra você. Não pra mim, nem pra nós, mas pra você. E acho que sim, eu consegui a minha meta: TE VER FELIZ.
Será esse o verdadeiro amor?

05 novembro 2011

I feel infinite


INFINITE by Memento Morieris
It’s much easier to not know things sometimes. Things change and friends leave. And life doesn’t stop for anybody. I wanted to laugh. Or maybe get mad. Or maybe shrug at how strange everybody was, especially me. I think the idea is that every person has to live for his or her own life and than make the choice to share it with other people. You can’t just sit their and put everybody’s lives ahead of yours and think that counts as love. You just can’t. You have to do things. I’m going to do what I want to do. I’m going to be who I really am. And I’m going to figure out what that is. And we could all sit around and wonder and feel bad about each other and blame a lot of people for what they did or didn’t do or what they didn’t know. I don’t know. I guess there could always be someone to blame. It’s just different. Maybe it’s good to put things in perspective, but sometimes, I think that the only perspective is to really be there. Because it’s okay to feel things. I was really there. And that was enough to make me feel infinite. I feel infinite.

08 outubro 2011

A flor da pele


A flor da pele, é assim que eu tô vivendo. O orvalho que cai dos olhos, que sempre tô escondendo. Em baixo das lentes, incertezas escorrem. Liquidas, transparentes, lágrimas que não morrem, lágrimas que tem vida, emoção e tristeza. Que rega minha flor e só me dão mais certeza, de que se eu sentir dor, isso não é uma fraqueza. É a evolução que vem vindo, só pra me dar mais clareza nos atos que cometo, em tudo que falo, do que a vida me dá, do que me será cobrado. A flor da pele, a conseqüência dos meus atos carrego, a flor da pele roteiros tatuados, de erros e acertos e caminhos que escolhi. De pensar onde está e agora estar aqui. De saber perdoar, no alto querer subir. Sensível a flor da pele, o cheiro dele sentir ...
Os nervos a flor da pele, sentidos a flor da pele. Me seguro todo dia para que eu não amarele. Nessa pele machucada de tanta cicatrizes, sorrimos todos os dias fingindo que somos felizes. O corpo tá cansado padece, e eu tô distante acreditando em histórias convincentes o bastante, pra que eu não acredite em nenhuma verdade. Carrego nas costas, o peso da falsidade, depois sinto a leveza de falar a verdade. Paro e penso se valeu a pena, queimar a cara com pouco por uma coisa pequena. Enquanto isso cada pele vai cumprindo seu carma. Alguns com caridade outros usando uma arma. Lembrei que cada atitude que eu tive teve influencia na vida de alguém trazendo dor ou alegria.
Todo sentimento a flor da pele, até meus pensamentos a flor da pele, todo o sofrimento a flor da pele. Não sei mais se eu aguento viver dentro dessa pele.

25 agosto 2011

Labirinto

E então ao perguntar dele, ela respirou fundo, estampou um sorriso falso e começou…
É uma pessoa que eu não conheço totalmente, alguém que não posso brigar quando eu tenho ciúmes, alguém que, aliás, nem me dá razões pra isso. Uma pessoa totalmente imprevisível, que me provoca e eu não sei negar, não sei achar ruim, não sei mandar, só sei pedir, alguém que me irrita, me machuca, me dói, me intriga… Quem, sem querer, me deixa com um eterno ponto de interrogação sobre a cabeça.
Mas alguém que quando quer, quando quer pra valer, sabe roubar dez, até mil, sorrisos se precisar. Alguém que quando esquece do mundo, sabe me fazer a pessoa mais feliz do mundo. Me faz bem. Mas só quando quer.
Um enigma. Algum tipo de labirinto que me apareceu…
E eu entrei.


(Autor Desconhecido .. Pelo menos por mim)


22 agosto 2011

Roteiro sem fim.

"Isso tudo nunca foi pra mim, nunca funcionou, é sempre eu que caio, de amores, ilusões, dores e no final de tudo eu fico aqui, esperando esse trem, pra me levar para a proxima estação, onde eu possa finalmente criar uma nova ficção na minha cabeça, uma nova atração para os meus olhos, uma nova paixão pro coração, e quem sabe, um final pra este roteiro." (Jaqueline Keller)

[...]


"O nosso roteiro nunca tem fim. É mais ou menos como funciona a rotação do planeta Terra. Ficamos dando voltas e voltas e voltas e não chegamos a lugar algum. O final é aqui : triste, chorando, se arrependendo, implorando por mais uma chance. E então, a gente chega nessa nova estação. E acontece a mesma rotação, o mesmo roteiro: triste, chorando, se arrependendo, implorando por mais uma chance. O mundo da voltas, e a gente acaba sempre no mesmo lugar.. Triste, chorando, se arrependendo, pedindo por mais uma chance ..." (Caroline Chiamarelli